Ásia
Diversidade e berço das civilizações
domingo, 20 de setembro de 2015
Economia
A Ásia é o maior continente do mundo, localizado quase inteiramente no hemisfério norte, fronteiriço por terras emersas com a África (através do canal de Suez, no Egito) e a Europa (pelo Caucásio e Montes Urais, apesar das polêmicas na divisa dos dois continentes). Economicamente falando, os países que mais destacam-se pela industrialização mecanizada são o Japão, Coreia do Sul e Israel.
A produção de arroz, por exemplo, é muito forte no Japão (apesar dos poucos recursos naturais) e na China. Estes dois países também destacam-se na produção de pescado. A Ásia também vive um momento de grande crescimento econômico desde as últimas décadas, como é o caso do grande crescimento econômico chinês e indiano, e dos Tigres Asiáticos, nações que tiveram um excelente crescimento desde a década de 80, como é o caso da Coreia do Sul, Taiwan, Hong Kong, Malásia, entre outros. Países mais subdesenvolvidos do continente ainda tem uma economia que gira em torno da agropecuária e extração pouco mecanizada. O Japão, por exemplo, também tem grande domínio no mercado de eletrônicos, com grandes empresas que figuram entre as maiores do mundo, caracterizando a nação como grande exportadora neste quesito, apesar de ser um importador massivo no setor primário. O petróleo é um grande vapor da economia no oeste asiático, em países do chamado Oriente Médio, onde o produto já gerou e ainda gera guerras neste região, porém também contribuem no crescimento de muitas nações que beneficiem-se com este extrativismo.
Multipolaridade
Multipolaridade
é econômica e política, caracterizada por
muitos pólos principais.
Polos da Ásia:
Apec
A APEC
(Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico) é um bloco econômico que foi
criado em 1993 na Conferência de Seattle (Estados Unidos da América). Este
importante bloco econômico ainda está em fase de implantação.
Este bloco econômico é de extrema importância
no cenário econômico mundial, pois somadas as produções industriais de todos os
países membros, chega-se a quase metade de toda produção mundial. O PIB dos
países membros atinge cerca de 17 trilhões de dólares.
Quando
estiver em pleno funcionamento, será o maior bloco econômico do mundo. De
acordo com o estabelecido na reunião de Bogor, em 1994, será estabelecida uma
zona de livre comércio em 2010 entre os países desenvolvidos. Com relação aos
países em desenvolvimento e subdesenvolvidos, esta zona de livre comércio será
estabelecida apenas em 2020.
Tigres asiáticos
A denominação de “Tigres Asiáticos” é dada
ao grupo de países que na década de 80 apresentaram um crescimento econômico
elevado e repentino baseado em táticas agressivas de atração de capital
estrangeiro como a isenção de impostos e mão-de-obra barata.
O grupo formado por Coréia do Sul, Taiwan
(Formosa), Cingapura e Hong Kong (localizados na Ásia, é claro),
surgiu durante a disputa comercial iniciada com o fim do comunismo e a abertura
dos mercados de antigos países socialistas.
Durante esse período iniciou-se a criação de vários
blocos econômicos com o fim de facilitar o as transações comerciais e
financeiras.
ASEAN
A Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), seus principais
objetivos são acelerar o crescimento econômico e trazer a paz e a estabilidade
regional, foi fundada pela Tailândia, Indonésia, Malásia, Singapura e Filipinas.
Ásia: O berço das religiões
As três
maiores religiões do mundo originaram-se na Ásia: a cristã, a islâmica e a
hinduísta, sem contar nas outras religiões importantes, como o budismo, o
xintoísmo e o judaísmo.
Budismo
O
budismo não é só uma religião, mas também um sistema ético e filosófico,
originário da região da Índia. Foi criado por Sidarta Gautama (563? - 483
a.C.?), também conhecido como Buda. Este criou o budismo por volta do século VI
a.C. Ele é considerado pelos seguidores da religião como sendo um guia
espiritual e não um deus. Desta forma, os seguidores podem seguir normalmente
outras religiões e não apenas o budismo.
Cristianismo
A
religião cristã surgiu na região da atual Palestina no século I. Essa região
estava sob domínio do Império Romano neste período. Criada por Jesus,
espalhou-se rapidamente pelos quatro cantos do mundo, se transformando
atualmente na religião mais difundida.
Islamismo
O Islamismo é uma religião monoteísta, ou seja, acredita na
existência de um único Deus; é fundamentada nos ensinamentos de Mohammed, ou
Muhammad, chamado pelos ocidentais de Maomé.
Hinduísmo
Principal
religião da Índia, o Hinduísmo é um tipo de união de crenças com estilos de
vida. Sua cultura religiosa é a união de tradições étnicas. Atualmente é a
terceira maior religião do mundo em número de seguidores. Tem origem em
aproximadamente 3.000 a.C na antiga cultura Védica.
Xintoísmo
O Xintoísmo é a única religião que pode ser
considerada genuinamente japonesa, tendo origens mesclando-se com a do próprio
povo japonês. Há dois milênios percebe-se sua predominância no misticismo do
país. A denominação adaptada do chinês xin-tao, que significa "via
dos deuses", só foi aceita por volta do século XI, embora muitos utilizem
o termo kami-no-michi, com a mesma significação.
Judaísmo
O judaísmo
é considerado a primeira religião monoteísta a aparecer na história. Tem como
crença principal a existência de apenas um Deus, o criador de tudo. Para os
judeus, Deus fez um acordo com os hebreus, fazendo com que eles se tornassem o
povo escolhido e prometendo-lhes a terra prometida.
Atualmente
a fé judaica é praticada em várias regiões do mundo, porém é no estado de Israel
que se concentra um grande número de praticantes.
Relevo
Dois grandes conjuntos de cordilheiras podem ser destacados: o primeiro estende-se de Anatólia até o Pamir, compreendendo as montanhas do Cáucaso, os montes Zagros, o Hindu Kush, o Kolima e o Himalaia. A outra linha de cordilheiras é formada pelos montes Urais e pelas montanhas de Nova Zembla. Ao sul, existem planaltos e planícies importantes, como os planaltos da Arábia, do Irã e do Deccan; e as planícies da Mesopotâmia e os vales do Indo e do Mekong.A região central é ocupada pelos planaltos do Tibete e da Mongólia, as estepes do Casaquistão e do Quirguistão, o deserto de Gobi e as planícies do norte da China.
Ao norte, a região é composta pela planície siberiana e pelo planalto de Kolima.
Realidade Social
No continente asiático existem países desenvolvidos, como Japão, Israel e parte da Rússia aí situada, que revelam níveis de prosperidade econômica e social comparáveis aos da Europa ou da América Anglo-Saxônica. Essas áreas, entretanto, pouco representam, se comparadas com muitos dos demais países, geralmente bastante pobres e violentamente atingidos pelo subdesenvolvimento. Mesmo aqueles exportadores de petróleo, que tiveram lucros fabulosos a partir do início da década de 1970, não escapam a essa característica.
Há inúmeros fatores que contribuem para que a Ásia exiba grande atraso e miséria. Entre eles, podem ser citados:
A colonização e exploração desenvolvidas por países europeus, como Reino Unido, França, Países Baixos, Portugal, Espanha e outros, que extraíram impiedosamente as riquezas asiáticas apenas em benefício próprio;
certos valores culturais específicos de alguns países, que de alguma forma inibem a superação de problemas econômicos e sociais. O mais conhecido e de maior extensão é o rígido sistema indiano de castas, pelo qual a sociedade é dividida em camadas, das mais nobres às mais precárias, não existindo possibilidade de passagem de uma para outra. Embora tenha sido abolido legalmente, esse sistema influencia fortemente a vida dos indianos desde o seu nascimento. Também o fator religioso, através do fatalismo, cria obstáculos a um atendimento social mais amplo, pois estimula a aceitação passiva das más condições de vida, até como uma maneira de aperfeiçoamento espiritual;
as elevadas taxas de crescimento populacional;
o analfabetismo muito alto em vários países;
como em todo o Terceiro Mundo, a existência de companhias estrangeiras que exploram as riquezas naturais de muitos países asiáticos - valendo-se do baixo custo da mão-de-obra -, enviando a maior parte de seus lucros às suas sedes.
Além desses fatores histórico-culturais, também os de ordem natural dificultam o desenvolvimento econômico. O clima e o relevo hostis são obstáculos ao aproveitamento agrícola de vastas extensões localizadas em áreas montanhosas, geladas ou desérticas, limitando as áreas cultiváveis do continente.
Para se avaliar a grande disparidade de riquezas entre os países asiáticos, vamos tomar dois exemplos: os países exportadores de petróleo do Oriente Médio e o Japão.
Todo o Oriente Médio caracteriza-se por apresentar populações extremamente pobres, em contraste com elites detentoras de imensas fortunas. A maior riqueza de quase todos os países dessa região é o petróleo, responsável nos últimos anos pelo seu rápido enriquecimento.
Entretanto, os tradicionais males do subdesenvolvimento não foram atenuados: em primeiro lugar, porque esses lucros beneficiam principalmente determinados grupos, e não os países como um todo; e em segundo, porque boa parte dos rendimentos cabe a poderosas companhias transnacionais norte-americanas ou europeias.
O Japão, por sua vez, sendo um país capitalista desenvolvido, destaca-se em diversas áreas, sobretudo no setor industrial, chegando a superar em muitos aspectos as conquistas norte-americanas e europeias. Esse grande avanço industrial e tecnológico reflete-se diretamente na qualidade de vida da população japonesa, cujo PIB per capita é bastante alto e o acesso a moradia, saúde e educação de bom nível é indiscriminado.
Lista dos melhores IDH's da Ásia:
Singapura - 0,901
Hong Kong e Coreia do Sul - 0,891
Japão - 0,890
Israel - 0,888
Brunei - 0,852
Lista dos piores IDH's da Ásia:
Nepal - 0,540
Paquistão - 0,537
Myanmar - 0,524
Iêmen - 0,500
Afeganistão - 0,468
Há inúmeros fatores que contribuem para que a Ásia exiba grande atraso e miséria. Entre eles, podem ser citados:
A colonização e exploração desenvolvidas por países europeus, como Reino Unido, França, Países Baixos, Portugal, Espanha e outros, que extraíram impiedosamente as riquezas asiáticas apenas em benefício próprio;
certos valores culturais específicos de alguns países, que de alguma forma inibem a superação de problemas econômicos e sociais. O mais conhecido e de maior extensão é o rígido sistema indiano de castas, pelo qual a sociedade é dividida em camadas, das mais nobres às mais precárias, não existindo possibilidade de passagem de uma para outra. Embora tenha sido abolido legalmente, esse sistema influencia fortemente a vida dos indianos desde o seu nascimento. Também o fator religioso, através do fatalismo, cria obstáculos a um atendimento social mais amplo, pois estimula a aceitação passiva das más condições de vida, até como uma maneira de aperfeiçoamento espiritual;
as elevadas taxas de crescimento populacional;
o analfabetismo muito alto em vários países;
como em todo o Terceiro Mundo, a existência de companhias estrangeiras que exploram as riquezas naturais de muitos países asiáticos - valendo-se do baixo custo da mão-de-obra -, enviando a maior parte de seus lucros às suas sedes.
Além desses fatores histórico-culturais, também os de ordem natural dificultam o desenvolvimento econômico. O clima e o relevo hostis são obstáculos ao aproveitamento agrícola de vastas extensões localizadas em áreas montanhosas, geladas ou desérticas, limitando as áreas cultiváveis do continente.
Para se avaliar a grande disparidade de riquezas entre os países asiáticos, vamos tomar dois exemplos: os países exportadores de petróleo do Oriente Médio e o Japão.
Todo o Oriente Médio caracteriza-se por apresentar populações extremamente pobres, em contraste com elites detentoras de imensas fortunas. A maior riqueza de quase todos os países dessa região é o petróleo, responsável nos últimos anos pelo seu rápido enriquecimento.
Entretanto, os tradicionais males do subdesenvolvimento não foram atenuados: em primeiro lugar, porque esses lucros beneficiam principalmente determinados grupos, e não os países como um todo; e em segundo, porque boa parte dos rendimentos cabe a poderosas companhias transnacionais norte-americanas ou europeias.
O Japão, por sua vez, sendo um país capitalista desenvolvido, destaca-se em diversas áreas, sobretudo no setor industrial, chegando a superar em muitos aspectos as conquistas norte-americanas e europeias. Esse grande avanço industrial e tecnológico reflete-se diretamente na qualidade de vida da população japonesa, cujo PIB per capita é bastante alto e o acesso a moradia, saúde e educação de bom nível é indiscriminado.
Lista dos melhores IDH's da Ásia:
Singapura - 0,901
Hong Kong e Coreia do Sul - 0,891
Japão - 0,890
Israel - 0,888
Brunei - 0,852
Lista dos piores IDH's da Ásia:
Nepal - 0,540
Paquistão - 0,537
Myanmar - 0,524
Iêmen - 0,500
Afeganistão - 0,468
Hidrografia
O norte do continente é cortado pelos grandes rios siberianos: Ienissei, Lena e Kolima, que desaguam no oceano Ártico e permanecem congelados durante a maior parte do ano. Na Ásia Central, encontram-se bacias, como a do Tarim no noroeste da China e os rios Amu Daria e Sir Daria, que desembocam no mar de Aral.
Nas regiões meridionais e orientais localizam-se os maiores e mais importantes rios asiáticos: o Amarelo e o Yangzi na China; e o Brahmaputra, o Ganges e o Indo na Índia. No Oriente Médio, os rios mais importantes são o Tigre e o Eufrates.
Nas regiões meridionais e orientais localizam-se os maiores e mais importantes rios asiáticos: o Amarelo e o Yangzi na China; e o Brahmaputra, o Ganges e o Indo na Índia. No Oriente Médio, os rios mais importantes são o Tigre e o Eufrates.
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